terça-feira, março 29, 2005
Fica, Fernando Pinto
Pela forma pacífica como a privatização está a ser feita;
Pela paz social que reina na empresa;
Pelo muito tempo em que já não ouvimos "mais uma greve na TAP";
Pelas lições que nos dás em Gestão de Empresas;
Pelo dinheiro que todos nós deixámos de injectar para que alguns pudessem voar;
Por tudo isso, Fernando Pinto, fica.
Manchada
Ficou manchada a intervenção da Greenpeace em Portugal.
O que começou por ser um criativo protesto, na semana passada, transformou-se hoje num acto criminoso indefensável.
Os activistas prostraram-se ao início da manhã frente à Vicaima, uma das empresas a quem se destinava a madeira exótica, causando-lhe prejuízos de elevada monta. Ainda mais se pensarmos que a empresa de Vale de Cambra nada tem que ver com as eventuais irregularidades da empresa exportadora, no Brasil.
Ou seja, o protesto que todos aplaudimos, na semana passada, ficou hoje manchado por uma intervenção criminosa por parte dos mesmos intervenientes.
Novo Código
Aqui temos, então, mais um exemplo acabado da causa do atraso crónico português. Não havendo estabilidade, como poderemos almejar crescer? Há que acabar com este vício de os novos governos quererem alterar tudo o que herdaram. Assim, perdemos mais tempo a compor do que a pensar o país de forma consistente.
sábado, março 26, 2005
sexta-feira, março 25, 2005
Guerra aberta
Com isto, Portugal está a transformar-se num país em guerra civil. Aquilo que só víamos nos filmes, está a começar a passar-se cá. E se pensarmos no arsenal apreendido com o alegado autor do duplo homicídio da Cova da Moura, temos razões bastantes para nos preocuparmos.
Esperemos também que, ao contrário do que acontece noutros países, as forças policiais não entrem num estado de paranóia (quase justificada) e desatem a condenar e aplicar penas de morte quando ainda nem sequer detiveram o suspeito. Que reine a calma.
quarta-feira, março 16, 2005
IPPAR(vos)?
Constâncio, que fazes?
O Fim
O nosso campeonato este ano está uma miséria. Nenhuma equipa joga bom futebol de forma consistente e isso nota-se no facto de o 1º ser o pior, em termos pontuais, 1º dos campeonatos europeus.
sexta-feira, março 04, 2005
Não vai
Lá se vai a minha candidata - aquela que afastaria o PSD do partido dos ismos: santanismo, mendismo, cavaquismo...
quinta-feira, março 03, 2005
5 Bombeiros Mortos
Sou daqueles que admiram muito o trabalho, muitas vezes voluntário, destes homens e mulheres. Pelo que me curvo, respeitosamente, ante a perda de 5 verdadeiros heróis.Ainda assim, não basta prestar homenagem aos que morrem. Há que valorizar o empenho e o risco e dar condições para que não ocorram situações como as desta semana.
25 Anos
terça-feira, março 01, 2005
Tudo na Mesma
O grande clássico terminou com um empate e permitiu que o Sporting se juntasse ao Porto e ao Benfica no topo da classificação.
Foi um bom jogo de futebol onde, em minha opinião, a haver um vencedor, teria que ser o Porto. Foi a equipa que criou mais oportunidades de golo e aquela que revelou um futebol mais consistente.
Preocupante é a série de jogos sem ganhar do Porto, no Dragão. Já lá vão mais de 2 meses desde a última vitória e assistimos à caricata situação de a equipa ter melhor desempenho fora do que em casa. Estarão os adeptos a revelar-se nefastos?
segunda-feira, fevereiro 28, 2005
Ainda ao colo?
Será que elegemos um santo ou um herói? Esperei uma semana para poder fazer este post. As legislativas foram dia 20 e, como é natural, na semana seguinte, as crónicas dirigiram-se para ataques ao PSD e loas ao PS e ao seu (já quase beato) líder.
Que é um novo Cavaco; que agora sim, isto vai andar; que já se notam a serenidade e o corte com o pior do Guterrismo; que afinal, ele era o melhor dos ministros de Guterres;…
Enfim, tudo aturei, silencioso, durante uma semana. Agora, mais do que isso? Nem pensar em ficar calado. Denuncio, aqui, o excesso de protecção de que é alvo Sócrates. Relativamente à formação do Governo, que é a única coisa que pode fazer neste momento, ela não está a ser feita “nem na comunicação social, nem pela comunicação social”. É um facto. Mas, e os outros foram-no? Foram sim senhor, mas porque a própria comunicação social especulava até mais não dando como certos nomes de Ministros apenas baseados na intuição de redactores e no faro de editores estilo Zandinga. É claro que tudo isto é normal numa sociedade altamente mediatizada, como é a nossa. O que vai para além da normalidade é essa mesma Imprensa não dar o mesmo tratamento a todos. Posso augurar um longo estado de graça. Tão longo quanto a sua ausência nos governos anteriores.
Dia de Clássico
Ao que tudo indica, o Dragão vai estar cheio para acolher um jogo que há muito começou fora de campo. A troca de palavras tendo por fundo os castigos de McCarthy e Simão serviu para o pontapé de saída do derby – nada que não aconteça sempre.
Do jogo, espera-se que seja um bom espectáculo, que ganhe o melhor e que o melhor seja a equipa da casa.
Arrogância vencedora
Respondeu Mourinho, e bem, que foi preciso vir ele de tão longe para dar uma vitória que o Chelsea não conseguia há mais de 50 anos.
A Imprensa britânica, aliás, tal como a portuguesa nos tempos de Mourinho no Porto, não conseguiu perceber que os ataques ao treinador e à sua equipa são o balão de oxigénio que permitem a estratégia psicológica que é adoptada. Sem os ataques, seria muito mais difícil moralizar o balneário.
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
O Castigo a Simão
Pinto da Costa tem razão: ou Simão (pretenso agressor) ou Alex (pretenso agredido) têm que ser punidos. Se o segundo afirma, agora, que não houve nada, então tem que ver castigado o seu “teatro”. Se há agressão, Simão terá que sofrer o mesmo tratamento imposto a McCarthy ou Seitaridis.
Benfica fora
O jogo de ontem demonstrou que o Benfica não tem estofo europeu. O CSKA não é nenhum papão da Europa e, não fora dois golos mal anulados e o Benfica teria sido humilhado na sua própria casa. Já o Sporting deu uma lição de bola ao Feyenord e aos seus inenarráveis adeptos. Comportamentos como os de ontem só podem levar a uma situação: impedimento de o clube participar em competições europeias. Os adeptos têm que ser dignos do espectáculo.
Campanha Negra?
A propósito das últimas legislativas e face ao estilo de campanha adoptado pelo PSD muito foi dito. Muitas vezes, com razão. Mas, e ante os moralistas da nossa praça e às acusações de que o PSD estaria, através dos seus cartazes, a fazer uma campanha negra, apenas questiono: então e o Bloco de Esquerda, cujo único desígnio foi denegrir os líderes da maioria e em cujos tempos de antena aparecia a estrela (o símbolo do BE) a pontapear Santana Lopes? Será que só eu vi os seus outdoors? Parece que não, mas a gente sabe que aos tais moralistas muitas vezes se lhes tolda a vista impedindo-os de terem a total percepção daquilo que comentam.
Alguém desconhecia o significado de Nacionalismo?
Os adeptos do Barcelona, um pouco à semelhança do que vem acontecendo noutros campos espanhóis, deram uma lição de xenofobia a todos quantos viram o jogo com o Chelsea. Entoando a música com que brindaram, em tempos idos, Luís Figo foram distribuindo insultos pelo treinador e pelos jogadores portugueses da equipa londrina. Para quem não ouviu, aqui vai o que não se cansaram os catalães de repetir: “Hijo de puta es, ese portugues”.
Não confundamos este grupo radical xenófobo e nacionalista com o grosso dos espanhóis. Mas, a verdade é que não podemos deixar de nos preocupar com estas, infelizmente recorrentes, cenas em estádios do país vizinho. E a UEFA terá que compreender que estes comportamentos são puníveis. Que se apliquem os regulamentos.
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
A Dois
Segundo esta notícia do NYTimes, Bush considera absolutamente necessário um alinhamento entre os EUA e a União Europeia para tratar a questão do Irão. Este poderá ser um passo decisivo na reaproximação entre EUA e UE, cujas relações foram abaladas devido à intervenção no Iraque.
Durante algum tempo, temeu-se que a questão iraniana fosse tratada da mesma forma que a iraquiana - o que seria um grave erro visto não serem semelhantes as situações. Aqui, a questão terá que ser tratada com pinças, o que é o mesmo que dizer que se terá que agir com base na diplomacia. E quanto maior for o grupo de países envolvidos no protesto face ao incremento do desenvolvimento de armas nucleares no Irão, melhor.
Candidata I
Cada vez mais estou convencido de que foi um erro não ter sido Manuela Ferreira Leite a assumir a presidência do Governo aquando da saída de Durão Barroso.
Dona de uma personalidade imperturbável e de uma competência a toda a prova, pode ser esta Mulher a pôr ordem na casa. A sua apregoada impopularidade é falsa. Tudo bem que tomou em Portugal medidas altamente impopulares quer na pasta da Educação, quer na das Finanças. Mas as pessoas, no fundo, sabem que não o fez por capricho, mas antes por sentir que eram as melhores medidas para o país.
Não assumiu, ainda, qualquer candidatura. Contudo, estou certo que se o fizer, irá corporizar um projecto sério, corajoso e avesso a vãs aspirações pessoais.
Candidato II
Marques Mendes é o político body-boarder mais famoso do país. Dono de uma retórica brilhante e um parlamentar como não há em Portugal, repete a candidatura que já protagonizou em Viseu - na altura perdeu com Santana Lopes para Durão Barroso.
Dizem que é a pessoa ideal para, do Parlamento, conduzir uma forte oposição ao PS. Mas, pergunto eu, será que é um rosto que já vem dos tempos de Cavaco Silva que vai operar as tremendas mudanças que se exigem?
Candidato III
"Elitistas, sulistas e liberais". Foi assim que num já famoso Congresso em Lisboa, Luís Filipe Menezes viam com maus olhos os que, do Porto tentavam ganhar ascendência política.
A sua candidatura ao PSD já nem sequer é levada muito a sério. Excelente autarca em Gaia, a verdade é que a sua carreira política no PSD é feita de muitos altos e baixos. Sucessivas contradições e mudanças de posição constantes são avessas ao espírito de tranquilidade de que o partido tanto precisa. Não acredito que seja ele o Homem.
Saiu
Deixou de ser uma bênção?
Será a ciência, de vez, a sobrepôr-se às competâncias divinas?
Aqui fica a notícia.
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
Santana ficará?
Depois desta derrota eleitoral não poderá haver líder que resista. O povo, em massa, rejeitou esta equipa. Há que haver fair-play e compreender que um resultado destes não é só fruto da conspiração montada pela comunicação social.
O PSD merece uma nova direcção, moderna e capaz de preparar, enquanto é tempo, os próximos combates. Aqui vai o meu contributo: que tal, Manuela Ferreira Leite?
Estrondosa Vitória
O PS de Sócrates não merecia a vitória e não a teve por mérito próprio. Antes aproveitou a benesse/frete que lhes foi concedida por Jorge Sampaio e preocupou-se em, nada dizendo, não perder qualquer dos votos dos descontentes. Nada de ideias para o país, nada de pessoas que irão integrar o Governo, nada.
É por isso que vivemos neste quarto escuro. Que podemos esperar do próximo Governo?Ontem, na declaração de vitória, Sócrates já tropeçou. Dirigiu-se a quem o elegeu e não a todo o eleitorado. Tratou-nos por “camaradas”(!?) e chegou a ser arrogante. Espero que este tenha sido apenas um percalço de principiante. Mantenhamo-nos atentos.
Regresso (Prometido)
sexta-feira, fevereiro 11, 2005
Campanha morta
Marcelo outra vez?
domingo, janeiro 30, 2005
Que se passa?
O Porto deste ano é um não-Porto. Hoje, mais uma derrota em casa. De tudo se poderão queixar os jogadores portistas: falta de sorte, arbitragem de fraca qualidade, boa equipa adversária. Podem queixar-se de tudo que não farão esquecer a falta de convicção, o desnorte com que jogam à bola.
Fernández não consegue organizar a equipa. O ataque, recheado de estrelas, não consegue fabricar um golo. A defesa, apesar de ser a menos batida da Superliga, demonstra debilidades infantis – ainda mias com Pepe que, apesar da idade, não chega aos calcanhares de Jorge Costa!?
Algo tem de mudar na equipa do Porto. Não peço a cabeça do treinador. Ele é um dos culpados nesta total ausência de atitude. Mas, quem poderá ilibar os jogadores?
Começa a aparecer a vitória
Apesar de todo o terror que lhes tentaram incutir, os iraquianos compareceram em massa às eleições de hoje.
Parece que a vitória da democracia começa, timidamente, a fazer-se sentir. Será uma vitória, certamente, dos iraquianos em primeira instância. Mas, e não esquecendo tudo o que se passou e continua a passar, é também uma vitória dos que lutam pela liberdade e pela democracia em qualquer parte do mundo.Agora, o Iraque terá um governo legitimado. Pouco a pouco, é necessário que o domínio das forças da coligação deixe de se fazer sentir. Para que a vitória o seja efectivamente.
quinta-feira, janeiro 27, 2005
Um completo exagero
quarta-feira, janeiro 26, 2005
Não é por aí
As muitas insinuações que se têm feito acerca da vida privada de Sócrates não acrescentam nada ao debate político. Verdadeiras ou não, a verdade é que não vi as pessoas que agora muito se empertigam a terem a mesma atitude quando, na altura em que foi nomeado Ministro da Defesa, Paulo Portas foi alvo de uma campanha semelhante.
Já agora, quem adulterou o outdoor devia ter cuidado. "Pedofilia" não tem acento.
Não há debate
quarta-feira, janeiro 19, 2005
“Triposo” arguido
Nuno Cardoso foi constituído arguido e terá que se haver com a justiça face ao que andou a fazer enquanto Presidente da Câmara do Porto. Que os negócios haviam sido ruinosos para a Câmara, ou seja, para todos nós, para que o F. C. Porto beneficiasse, já todos sabíamos. Mas, afinal havia mais: Cardoso está a ser investigado por peculato e por abuso de poder. Agora, já percebemos mais a fundo o porquê daqueles despachos à última da hora, alguns dos quais, no último dia como Presidente. Bem me parecia que a figura não nutria um amor assim tão grande pelo F.C. Porto.
Benfica, a melhor opção
Enfim, é a expressão viva em como as variadas parafilias estão a crescer. O masoquismo é só uma delas.
terça-feira, janeiro 18, 2005
Não se ofenda, Sr. PR
quinta-feira, janeiro 13, 2005
Valerá a Pena?
Na etapa de ontem do Barcelona-Dakar, Fabrizio Meoni não foi capaz de resistir a um ataque cardíaco. Tornou-se o 23º piloto a morrer em 27 edições da prova. Atenção que para esta contabilidade apenas entram pilotos – o caso seria mais grave se fossem contemplados os espectadores ou habitantes das aldeias por onde passa a prova que já padeceram em resultados de acidentes.
Os números são de tal forma trágicos que entendo que a continuidade da prova deve ser posta em causa. Tudo bem que os concorrentes são voluntários e estão conscientes dos riscos; que a prova é já um clássico do automobilismo e nos faz chegar imagens do que mais belo há no mundo; que também há mortos noutros desportos. Tudo isso não chega para justificar que se insista numa prova mortal. O tempo dos gladiadores já acabou. Será preciso que a bravura se mostre por esta via? Com muita pena minha, acabe-se com a prova.
quinta-feira, janeiro 06, 2005
Os Curandeiros
O que há muito se preconizou face a Sócrates tem-se mesmo preconizado: sempre que abre a boca, as pessoas consciencializam-se de que ele e os seus apaniguados são mesmo a facção mais pobre de Guterres.
O Mundo Reage
Face à tragédia na Ásia, o mundo dá mostras de ainda existir enquanto tal. As grandes potências estão a fazer um verdadeiro esforço no sentido de ajudar à contenção da tragédia. O montante já prometido pela comunidade internacional é recorde e deu-se um grande passo para uma eficiente administração do dinheiro: a Cimeira que está a acontecer na Indonésia.
De qualquer modo, todos devemos reflectir: o Mundo vai no caminho certo quando se consciencializa da necessidade de ajudar apenas em situações de crise? E, mesmo neste caso particular, será que a ajuda vai ser continuada ou durará apenas enquanto durar o impacto mediático? Já todos nos esquecemos da tragédia de Bam, no Irão, em Dezembro de 2003. Aí, foram prometidos pela comunidade internacional 500 Milhões de dólares para ajudar a reconstruir aquela cidade histórica. Chegaram, até agora, 17 Milhões.
O mundo civilizado, por inúmeras razões, tem obrigações para com o Terceiro Mundo. Que, desta feita, as populações afectadas sejam ajudadas. E que se comece pelas imensas comunidades de pescadores, completamente devastadas, deixando os resorts de luxo para a iniciativa privada.
quarta-feira, janeiro 05, 2005
Novela Pôncio
O PS teve o caso de Paulo Pedroso – o tal que toda a gente no partido jura estar inocente e o recebe de braços abertos e lágrimas nos olhos na sua saída da prisão, mas que agora ninguém o quer a concorrer à Assembleia da República a seu lado.
O PSD tem Pôncio Monteiro. Ao que parece, foi convidado pelo próprio Santana Lopes para integrar a lista do Porto para, dias depois, ser desconvidado. Estas são situações que acontecem aos montes sempre que se chega a hora de fazer listas. Este caso particular merece mais atenção porque a pessoa em causa não está habituada às lides partidárias e, logo que soube o que lhe estava reservado, tratou de convidar toda a imprensa para sua casa afim de acompanharem em directo, qual Big Brother político, as intrigas de um divórcio anunciado.
Eis como se inflamam os ânimos quando se joga alto.
As Negas face a um dado "inadquirido"
Não está fácil ao PSD formar listas e começar a campanha. As negas de pesos pesados para integrarem as listas de deputados são muitas, casos de Ferreira Leite, Dias Loureiro, Leonor Beleza, entre outros, e agora vem Cavaco Silva pedir para não ser incluído nos cartazes de campanha. Eu, que tenho uma admiração considerável pelo ex-primeiro-ministro não entendo esta consequente recusa de se associar ao partido. Tudo bem que deverá fazer parte da sua estratégia de assalto ao Palácio de Belém, mas ele não se poderá esquecer que tem que ter o apoio do partido.
Além de tudo, está quase toda a gente convencida de que o PS já ganhou as eleições. Que se desenganem. Vai chegar o momento em que Sócrates terá de abrir a boca. E aí se verá o que tem para nos apresentar. Por enquanto, só duas ideias saltaram cá para fora. A saber: o regresso da co-incineração e o aumento do IVA para 20%.
Ora, é preciso mais para se votar nele, mas a verdade é que não há. Como pode o guterrismo recauchutado ter mais ideias do que as que apresentou em 6 anos de ausência de reformas? Ao menos o actual Governo decidiu, algumas vezes mal, mas sempre com a determinação de que esse seria o melhor caminho. Muitas medidas eram impopulares. Pois, mas só com sacrifícios de alguém se poderá beneficiar a maioria.Na hora do voto, desenganemo-nos, o povo saberá escolher. E irá preferir o vigor das decisões em detrimento da ausência programática de Sócrates e companhia.
sexta-feira, dezembro 31, 2004
Solidariedade
Os donativos deverão ser feitos através de depósito ou transferência para a conta do Montepio Geral, com o NIB 0036 0088 99100039366 18
A organização não-governamental Médicos do Mundo Portugal, que enviou quarta-feira uma equipa médica para o Sri Lanka a bordo de um avião com ajuda humanitária fretado pelo Governo, também pediu o apoio dos portugueses, que poderão fazer o seu donativo através do Banco BPI, com o NIB 0010 00009 4449990001 70, ou da Caixa Geral de Depósitos (CGD), com o NIB 0035 05510 0007722130 32.
Para apoiar a missão da Assistência Médica Internacional (AMI) na Ásia, os donativos deverão ser feitos através da conta da CGD 0001 030 003 830, com o NIB: 0035 0001 0003 0003 8306 2.
A UNICEF SOS Crianças da Ásia também tem uma conta aberta na CGD com o número 0127 028 241230 e o NIB 0035 0127 0002 8241 2305 , assim como a CARITAS que tem a conta 0697 630 917 930, com o NIB 0035 0697 0063 0917 9308 2 .
A Cruz Vermelha Portuguesa também pediu a ajuda dos portugueses que poderão fazer os seus donativos através de depósito ou transferência para a conta do Banco BPI com o NIB 0010 0000 137 222 70009 70 ou para a conta número 1-137222000009 .
Também a TMN lança um repto aos seus assinantes. Enviem um SMS com a palavra "AJUDA" para o número 12700. Custa 1 euro e reverte na íntegra a favor da AMI, Cruz Vermelha e Médicos do Mundo. SMS "AJUDA" para 12700.
A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) anunciou hoje a abertura de uma conta para ajudar as vítimas dos maremotos no sudeste Asiático. O dinheiro pode ser transferido para a conta do Montepio Geral com o NIB 0036 0093 99100067797 10.
quarta-feira, dezembro 29, 2004
O Horror
O que se vê é apenas, e infelizmente, parte das terríveis consequências do sismo de Sumatra. Espalhando a morte por cinco diferentes países, a Natureza demonstrou a sua força da pior maneira. Nada mais haverá a fazer do que "cuidar dos vivos e enterrar os mortos". E, talvez, rezar para que dentro em breve a ciência possa ajudar-nos a evitar estas catástrofes.
quinta-feira, dezembro 23, 2004
A revista à portuguesa
É claro que tudo agora é um problema. Quando em governos anteriores se compravam sucessivamente páginas inteiras de jornais para se publicitar as obras do Estado, nenhum problema havia. Enfim, tudo faz parte de uma campanha torpe que visa descredibilizar o ainda Governo. Resta saber se o eleitorado vai na cantiga.
Feliz Natal!!!
De mim, para todos vós, um Feliz Natal!!! Que o Globalizante se mantenha por muitos anos, a ver se o seu autor também e, já agora, os leitores.
Um abraço natalício e votos de que esta quadra seja conciliadora.
terça-feira, dezembro 14, 2004
Sermos (verdadeiros) Europeus
1. Com o alargamento a Leste e a assinatura do Tratado Constitucional a União Europeia deu um enorme passo rumo ao que preconizou Jean Monnet quando, em 1957, foi assinado o Tratado de Roma.
Novos desafios se colocam à Europa e seus cidadãos. Da União Aduaneira, à União Económica e Monetária será que caminhamos mesmo para a União Política? Quando se fala em federalismo europeu há logo vozes que prontamente se levantam em defesa do que resta das soberanias de cada um dos países membros. Mas, avaliando de forma pragmática, teremos alternativa? Neste momento, através dos regulamentos e directrizes comunitárias, os países membros já se sujeitam ao que emana de Bruxelas. O não cumprimento das normas europeias leva à aplicação de sanções – lembremo-nos do procedimento de que Portugal foi alvo pelo não cumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento no que ao défice público diz respeito. Ou seja, a soberania nacional tal qual a conhecíamos está já beliscada e constitui isso algum drama? A meu ver, não.
No próximo ano, prevê-se a realização de um referendo ao Tratado Constitucional para a Europa. A pergunta até já foi elaborada. Nessa altura, teremos todos de perceber o que está em causa. No entanto, o tempo urge e não vejo que se esteja a fazer algo pelo esclarecimento dos cidadãos. Continuamos todos a assobiar para o lado e a chutar para a frente a responsabilidade de nos tornarmos verdadeiros cidadãos europeus. Continuamos, alegremente, a acreditar que a questão da cidadania europeia é algo longínquo que só as próximas gerações irão sentir. O que é facto é que pertence ao eleitorado de hoje tomar as decisões. Se somos nós quem tem que aceitar ou não este caminho temos que ser nós os mais esclarecidos para podermos optar em consciência.
Para a letargia em que nos encontramos consigo encontrar vários culpados: os partidos políticos que pouca atenção dedicam à Europa e que até utilizam as eleições para o Parlamento Europeu para o combate político interno; os sucessivos Governos que não ousaram formar cidadãos europeus, quer ao nível da escolaridade obrigatória, quer ao nível da formação para adultos; as próprias instituições europeias que não têm sabido aproximar o processo democrático europeu dos seus cidadãos.
E ainda mais grave, sabendo que a União Europeia tem por base a aproximação entre os Povos valorizando as diferenças culturais, por que não se reforçam os direitos democráticos dos cidadãos comunitários que vivem fora do seu país de origem? Fará sentido que um português a viver em França ou na Bélgica há 15 ou 20 anos não possa escolher o Governo que todos os dias lhe "vai ao bolso"? O critério definidor dos direitos democráticos dos cidadãos europeus deve ser, cada vez mais, o da sua residência estável e menos o da sua nacionalidade de origem.
Para que isso aconteça, terá a Europa que, mais uma vez, superar-se e dar uma prova ao Mundo da sua grandiosidade moral. Há que ultrapassar preconceitos, derrubar barreiras e, de forma consciente, caminhar para uma União de Povos.
2. O já comprovado envenenamento por dioxinas de Victor Iuschenko, candidato da oposição à presidência ucraniana, e as fraudes que adiaram a sua provável eleição são factos que nos devem preocupar. O acto que o desfigurou foi, alegadamente, praticado pelos serviços secretos ucranianos. Na base de tudo, poderá estar a inclinação pró-europeia de Iuschenko em detrimento da relação com a Rússia. Preocupantes são ainda as reacções por parte do Kremlin e da Casa Branca. Bush e Putin, num discurso que parecia consertado, desvalorizaram as flagrantes fraudes eleitorais numa atitude conivente com o autoritarismo que ainda se vive na Ucrânia.A bem da democracia e da liberdade, nesta repetição da segunda volta, que ganhe Iuschenko, certamente o mais votado.
Agora, Universais...
Mas, que dizer agora? O Porto é a melhor equipa portuguesa de sempre. A Maior. Com um palmarés destes, quem se atreve a contradizê-lo?
Só sete equipas europeias bisaram nesta competição que apura o melhor do mundo. A sétima foi precisamente o FC Porto. Esta vitória teve, aliás, o condão de desempatar a Europa e a América do Sul em vitórias da Taça Intercontinental. Nesta última edição, ficou 13 para a Europa e 12 para os sul-americanos.
Com a passagem aos oitavos de final da liga dos Campeões e mais um título no papo, deixam de haver dúvidas. O Porto é mesmo quem mais dignifica o futebol português fora de portas.
O que ando a ler V
(É possível que o meu pai também ande por aí. Às vezes sinto-o dentro de mim, ele apodera-se dos meus próprios gestos, entra no meu andar, não é a primeira vez que a minha irmã me diz: "Pareces o pai".
Mas não sei se ela sabe que a cadeira vazia do pai não está vazia, há nela uma ausência sentada e agora, sempre que vamos a Águeda, há, a seus pés, outra ausência enroscada.)
sexta-feira, dezembro 03, 2004
Orçamento de Estado
Esta situação é reveladora da falta de cálculo que esteve na base da decisão de Jorge Sampaio. O problema é que vamos ser todos a pagar a factura deste "andar a brincar aos políticos".
O que ando a ler IV
Não é possível amar e separar-se. Desejará que assim seja. Pode transmudar o amor, ignorá-lo, confundi-lo, mas nunca poderá arrancá-lo de si. Sei por experiência que os poetas têm razão: o amor é eterno.
quarta-feira, dezembro 01, 2004
Dissolução agora?
Jorge Sampaio vem agora dissolver o Parlamento. Sr. Presidente, por que não o fez há 4 meses atrás? Não precisa de responder que eu sei bem a resposta: é que há 4 meses era secretário-geral do PS o Eng. Ferro Rodrigues. Neste momento as coisas no partido estão estáveis, com um líder respeitado e com aspirações e que dá garantias de ser um bom candidato. Ou seja, Jorge Sampaio alinhou num inacreditável frete ao seu partido e vai agora tudo fazer para lhes dar o poder.
Porquê dissolver? Por causa da estabilidade? Meu caro senhor, onde estava a sua preocupação com a estabilidade aquando das demissões dos ministros do Governo de Guterres? Onde estava o Dr. Sampaio quando Sousa Franco acusou o Governo a que havia pertencido de ser o pior desde o tempo de D. Maria II? Onde estava aquando das declarações de Manuel Maria Carrilho, e de Fernando Gomes, e de João Cravinho, e de Narciso Miranda…?
Coerência é precisa para o Dr. Sampaio. Da mesma forma que o elogiei há 4 meses por seguir a mesma orientação que utilizou ante o Eng. Guterres, agora o critico.
A decisão do Presidente da República é inaceitável.
Depois de um interregno
Volto ao Globalizante após um interregno mais longo do que o previsto.
Estive a ampliar os meus horizontes no Leste da Europa o que me dificultou a afixação de posts.
De regresso a Portugal e à vida real, algo mudou. Comento no post acima.
sexta-feira, novembro 12, 2004
Uma Janela Aberta
Antes da sua morte, viveu-se uma semana completamente disparatada no que toca ao tratamento que a comunicação social deu ao seu estado de saúde, enquanto agoniava no Hospital Militar de Percy, Paris. Adiantaram várias vezes, de forma precipitada, a sua morte chegando mesmo a provocar a primeira gaffe deste mandato do Presidente Norte-americano que, antes uma semana de Arafat morrer já lhe estava a "encomendar a alma".
O director-adjunto do JN, em declarações à televisão, vinha justificando as notícias macabramente contraditórias alegando que choviam telexes e telegramas nas redacções, muitas vezes de palestinianos desconhecidos, relatando, uns que havia morrido, outros que ia sobrevivendo. Pergunto eu: não será dever maior do jornalista ou do editor filtrar a informação e escolher as fontes dos seus textos com critério?
Opinar sobre como vai ser depois da morte de alguém soa sempre a trágico, quase a desrespeito pela alma do falecido. Ainda assim, penso que é quase inevitável que isso aconteça neste caso. O líder palestiniano congregava uma enorme panóplia de ódios e fascínios perfeitamente antagónicos que desaparecerão com ele.
A Palestina vê agora abrir-se uma nova oportunidade. Durante anos a fio, os israelitas negaram-se a negociar a criação de um Estado Palestiniano alegando a inexistência de um interlocutor à altura – os israelitas, pura e simplesmente, não confiavam em Yasser Arafat. É claro que este lhes dava motivos: o facto de ter feito tábua rasa de vários acordos de paz, de utilizar as conferências de imprensa para, em inglês, apelar à paz (para comunicação social internacional ver) e, logo a seguir, em árabe, instigar os seus seguidores à violência, constituem razões para causar desconfianças junto dos israelitas.
Estes dias vão ser cruciais para o futuro no Médio Oriente e em todo o mundo árabe. Havendo cuidado na escolha do sucessor para presidir à Autoridade Palestiniana, poder-se-á estar a proporcionar a paz israelo-árabe. E esta tão ansiada paz terá que passar, como é lógico, pela criação e reconhecimento do Estado da Palestina. Isto mesmo já veio dizer George W. Bush que será, sem dúvida, um intermediário fundamental neste processo.
Preocupantes são os sinais já dados pelos membros das Brigadas al-Aqsa. Esses comandos suicidas reagiram à morte de Arafat passeando-se por entre as ruas apinhadas de gente que lamentava a morte do seu líder num claro sinal de ameaça, chegando mesmo a disparar alguns tiros para o ar. Irão eles redobrar a violência?
Neste período, será preciso agir com pinças. De um lado e de outro, haverá radicais que tudo farão para impedir que a paz seja alcançada. Mas também é nestas épocas e perante desafios assim que se revelam os grandes homens, os grandes estadistas.Estou céptico quanto ao que fará Ariel Sharon – a sua figura não me inspira confiança. E nem sequer sei, ainda, quem será o sucessor de Arafat. Tenho é uma grande fé no papel crucial que a diplomacia mundial terá. Os EUA, a União Europeia e a Liga Árabe terão que ser firmes: como em qualquer outra negociação, ambas as partes devem ceder. É preciso convencer israelitas e palestinianos a tal. Para seu próprio bem.
quarta-feira, novembro 10, 2004
Arafat vive?
A Continuação das Tropas
O que é facto é que Portugal tem o dever de contribuir para o alcançar da paz social no Iraque. Como país civilizado que somos não podemos fingir que não ouvimos o apelo do Primeiro-Ministro iraquiano e de parte da comunidade internacional.
A continuação da GNR naquele país é importante para o seu futuro democrático. Então, que lá continuem a combater a minoria terrorista que vem assassinando centenas de civis e militares com o único intuito de impedirem a transição do Iraque para o país democrático que deve ser.
quinta-feira, novembro 04, 2004
Arafat, o fim?
W. Bush again
Quanto a mim a questão é simples: John Kerry nunca conseguiu afirmar-se como alternativa válida a Bush. Porque votou a favor da intervenção no Iraque, viu-se amarrado nessa matéria e nunca conseguiu explorar de forma efectiva as suas diferenças em relação ao candidato republicano. Desta vez, Bush até conseguiu a maioria do voto popular (por uma margem de 3.5 milhões de votos) o que não levanta dúvidas. E com este resultado há toda uma facção de jornalistas e opinion makers que terão que guardar as respectivas violas. E refiro-me àqueles que, em relação aos debates entre os candidatos, não se coibiam de afirmar sempre que Kerry era o claro vencedor quando, na realidade, não o era. A resposta final, e a única válida, foi dada pelos americanos na passada Terça. Para o bem e para o mal, teremos Bush por mais quatro anos.
O que ando a ler III
Era agradável também abrir as janelas de par em par, apertando os dedos em fixações pouco habituais, debruçando-se ao sol com belas colinas e árvores e igrejas de mármore em frente e, em baixo, o Arno, gorgolejando contra o muro da estrada.























