O Porto deste ano é um não-Porto. Hoje, mais uma derrota em casa. De tudo se poderão queixar os jogadores portistas: falta de sorte, arbitragem de fraca qualidade, boa equipa adversária. Podem queixar-se de tudo que não farão esquecer a falta de convicção, o desnorte com que jogam à bola.
Fernández não consegue organizar a equipa. O ataque, recheado de estrelas, não consegue fabricar um golo. A defesa, apesar de ser a menos batida da Superliga, demonstra debilidades infantis – ainda mias com Pepe que, apesar da idade, não chega aos calcanhares de Jorge Costa!?
Algo tem de mudar na equipa do Porto. Não peço a cabeça do treinador. Ele é um dos culpados nesta total ausência de atitude. Mas, quem poderá ilibar os jogadores?
domingo, janeiro 30, 2005
Que se passa?
Começa a aparecer a vitória
Apesar de todo o terror que lhes tentaram incutir, os iraquianos compareceram em massa às eleições de hoje.
Parece que a vitória da democracia começa, timidamente, a fazer-se sentir. Será uma vitória, certamente, dos iraquianos em primeira instância. Mas, e não esquecendo tudo o que se passou e continua a passar, é também uma vitória dos que lutam pela liberdade e pela democracia em qualquer parte do mundo.Agora, o Iraque terá um governo legitimado. Pouco a pouco, é necessário que o domínio das forças da coligação deixe de se fazer sentir. Para que a vitória o seja efectivamente.
quinta-feira, janeiro 27, 2005
Um completo exagero
quarta-feira, janeiro 26, 2005
Não é por aí
As muitas insinuações que se têm feito acerca da vida privada de Sócrates não acrescentam nada ao debate político. Verdadeiras ou não, a verdade é que não vi as pessoas que agora muito se empertigam a terem a mesma atitude quando, na altura em que foi nomeado Ministro da Defesa, Paulo Portas foi alvo de uma campanha semelhante.
Já agora, quem adulterou o outdoor devia ter cuidado. "Pedofilia" não tem acento.
Não há debate
quarta-feira, janeiro 19, 2005
“Triposo” arguido
Nuno Cardoso foi constituído arguido e terá que se haver com a justiça face ao que andou a fazer enquanto Presidente da Câmara do Porto. Que os negócios haviam sido ruinosos para a Câmara, ou seja, para todos nós, para que o F. C. Porto beneficiasse, já todos sabíamos. Mas, afinal havia mais: Cardoso está a ser investigado por peculato e por abuso de poder. Agora, já percebemos mais a fundo o porquê daqueles despachos à última da hora, alguns dos quais, no último dia como Presidente. Bem me parecia que a figura não nutria um amor assim tão grande pelo F.C. Porto.
Benfica, a melhor opção
Enfim, é a expressão viva em como as variadas parafilias estão a crescer. O masoquismo é só uma delas.
terça-feira, janeiro 18, 2005
Não se ofenda, Sr. PR
quinta-feira, janeiro 13, 2005
Valerá a Pena?
Na etapa de ontem do Barcelona-Dakar, Fabrizio Meoni não foi capaz de resistir a um ataque cardíaco. Tornou-se o 23º piloto a morrer em 27 edições da prova. Atenção que para esta contabilidade apenas entram pilotos – o caso seria mais grave se fossem contemplados os espectadores ou habitantes das aldeias por onde passa a prova que já padeceram em resultados de acidentes.
Os números são de tal forma trágicos que entendo que a continuidade da prova deve ser posta em causa. Tudo bem que os concorrentes são voluntários e estão conscientes dos riscos; que a prova é já um clássico do automobilismo e nos faz chegar imagens do que mais belo há no mundo; que também há mortos noutros desportos. Tudo isso não chega para justificar que se insista numa prova mortal. O tempo dos gladiadores já acabou. Será preciso que a bravura se mostre por esta via? Com muita pena minha, acabe-se com a prova.
quinta-feira, janeiro 06, 2005
Os Curandeiros
O que há muito se preconizou face a Sócrates tem-se mesmo preconizado: sempre que abre a boca, as pessoas consciencializam-se de que ele e os seus apaniguados são mesmo a facção mais pobre de Guterres.
O Mundo Reage
Face à tragédia na Ásia, o mundo dá mostras de ainda existir enquanto tal. As grandes potências estão a fazer um verdadeiro esforço no sentido de ajudar à contenção da tragédia. O montante já prometido pela comunidade internacional é recorde e deu-se um grande passo para uma eficiente administração do dinheiro: a Cimeira que está a acontecer na Indonésia.
De qualquer modo, todos devemos reflectir: o Mundo vai no caminho certo quando se consciencializa da necessidade de ajudar apenas em situações de crise? E, mesmo neste caso particular, será que a ajuda vai ser continuada ou durará apenas enquanto durar o impacto mediático? Já todos nos esquecemos da tragédia de Bam, no Irão, em Dezembro de 2003. Aí, foram prometidos pela comunidade internacional 500 Milhões de dólares para ajudar a reconstruir aquela cidade histórica. Chegaram, até agora, 17 Milhões.
O mundo civilizado, por inúmeras razões, tem obrigações para com o Terceiro Mundo. Que, desta feita, as populações afectadas sejam ajudadas. E que se comece pelas imensas comunidades de pescadores, completamente devastadas, deixando os resorts de luxo para a iniciativa privada.
quarta-feira, janeiro 05, 2005
Novela Pôncio
O PS teve o caso de Paulo Pedroso – o tal que toda a gente no partido jura estar inocente e o recebe de braços abertos e lágrimas nos olhos na sua saída da prisão, mas que agora ninguém o quer a concorrer à Assembleia da República a seu lado.
O PSD tem Pôncio Monteiro. Ao que parece, foi convidado pelo próprio Santana Lopes para integrar a lista do Porto para, dias depois, ser desconvidado. Estas são situações que acontecem aos montes sempre que se chega a hora de fazer listas. Este caso particular merece mais atenção porque a pessoa em causa não está habituada às lides partidárias e, logo que soube o que lhe estava reservado, tratou de convidar toda a imprensa para sua casa afim de acompanharem em directo, qual Big Brother político, as intrigas de um divórcio anunciado.
Eis como se inflamam os ânimos quando se joga alto.
As Negas face a um dado "inadquirido"
Não está fácil ao PSD formar listas e começar a campanha. As negas de pesos pesados para integrarem as listas de deputados são muitas, casos de Ferreira Leite, Dias Loureiro, Leonor Beleza, entre outros, e agora vem Cavaco Silva pedir para não ser incluído nos cartazes de campanha. Eu, que tenho uma admiração considerável pelo ex-primeiro-ministro não entendo esta consequente recusa de se associar ao partido. Tudo bem que deverá fazer parte da sua estratégia de assalto ao Palácio de Belém, mas ele não se poderá esquecer que tem que ter o apoio do partido.
Além de tudo, está quase toda a gente convencida de que o PS já ganhou as eleições. Que se desenganem. Vai chegar o momento em que Sócrates terá de abrir a boca. E aí se verá o que tem para nos apresentar. Por enquanto, só duas ideias saltaram cá para fora. A saber: o regresso da co-incineração e o aumento do IVA para 20%.
Ora, é preciso mais para se votar nele, mas a verdade é que não há. Como pode o guterrismo recauchutado ter mais ideias do que as que apresentou em 6 anos de ausência de reformas? Ao menos o actual Governo decidiu, algumas vezes mal, mas sempre com a determinação de que esse seria o melhor caminho. Muitas medidas eram impopulares. Pois, mas só com sacrifícios de alguém se poderá beneficiar a maioria.Na hora do voto, desenganemo-nos, o povo saberá escolher. E irá preferir o vigor das decisões em detrimento da ausência programática de Sócrates e companhia.
sexta-feira, dezembro 31, 2004
Solidariedade
Os donativos deverão ser feitos através de depósito ou transferência para a conta do Montepio Geral, com o NIB 0036 0088 99100039366 18
A organização não-governamental Médicos do Mundo Portugal, que enviou quarta-feira uma equipa médica para o Sri Lanka a bordo de um avião com ajuda humanitária fretado pelo Governo, também pediu o apoio dos portugueses, que poderão fazer o seu donativo através do Banco BPI, com o NIB 0010 00009 4449990001 70, ou da Caixa Geral de Depósitos (CGD), com o NIB 0035 05510 0007722130 32.
Para apoiar a missão da Assistência Médica Internacional (AMI) na Ásia, os donativos deverão ser feitos através da conta da CGD 0001 030 003 830, com o NIB: 0035 0001 0003 0003 8306 2.
A UNICEF SOS Crianças da Ásia também tem uma conta aberta na CGD com o número 0127 028 241230 e o NIB 0035 0127 0002 8241 2305 , assim como a CARITAS que tem a conta 0697 630 917 930, com o NIB 0035 0697 0063 0917 9308 2 .
A Cruz Vermelha Portuguesa também pediu a ajuda dos portugueses que poderão fazer os seus donativos através de depósito ou transferência para a conta do Banco BPI com o NIB 0010 0000 137 222 70009 70 ou para a conta número 1-137222000009 .
Também a TMN lança um repto aos seus assinantes. Enviem um SMS com a palavra "AJUDA" para o número 12700. Custa 1 euro e reverte na íntegra a favor da AMI, Cruz Vermelha e Médicos do Mundo. SMS "AJUDA" para 12700.
A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) anunciou hoje a abertura de uma conta para ajudar as vítimas dos maremotos no sudeste Asiático. O dinheiro pode ser transferido para a conta do Montepio Geral com o NIB 0036 0093 99100067797 10.
quarta-feira, dezembro 29, 2004
O Horror
O que se vê é apenas, e infelizmente, parte das terríveis consequências do sismo de Sumatra. Espalhando a morte por cinco diferentes países, a Natureza demonstrou a sua força da pior maneira. Nada mais haverá a fazer do que "cuidar dos vivos e enterrar os mortos". E, talvez, rezar para que dentro em breve a ciência possa ajudar-nos a evitar estas catástrofes.
quinta-feira, dezembro 23, 2004
A revista à portuguesa
É claro que tudo agora é um problema. Quando em governos anteriores se compravam sucessivamente páginas inteiras de jornais para se publicitar as obras do Estado, nenhum problema havia. Enfim, tudo faz parte de uma campanha torpe que visa descredibilizar o ainda Governo. Resta saber se o eleitorado vai na cantiga.
Feliz Natal!!!
De mim, para todos vós, um Feliz Natal!!! Que o Globalizante se mantenha por muitos anos, a ver se o seu autor também e, já agora, os leitores.
Um abraço natalício e votos de que esta quadra seja conciliadora.
terça-feira, dezembro 14, 2004
Sermos (verdadeiros) Europeus
1. Com o alargamento a Leste e a assinatura do Tratado Constitucional a União Europeia deu um enorme passo rumo ao que preconizou Jean Monnet quando, em 1957, foi assinado o Tratado de Roma.
Novos desafios se colocam à Europa e seus cidadãos. Da União Aduaneira, à União Económica e Monetária será que caminhamos mesmo para a União Política? Quando se fala em federalismo europeu há logo vozes que prontamente se levantam em defesa do que resta das soberanias de cada um dos países membros. Mas, avaliando de forma pragmática, teremos alternativa? Neste momento, através dos regulamentos e directrizes comunitárias, os países membros já se sujeitam ao que emana de Bruxelas. O não cumprimento das normas europeias leva à aplicação de sanções – lembremo-nos do procedimento de que Portugal foi alvo pelo não cumprimento do Pacto de Estabilidade e Crescimento no que ao défice público diz respeito. Ou seja, a soberania nacional tal qual a conhecíamos está já beliscada e constitui isso algum drama? A meu ver, não.
No próximo ano, prevê-se a realização de um referendo ao Tratado Constitucional para a Europa. A pergunta até já foi elaborada. Nessa altura, teremos todos de perceber o que está em causa. No entanto, o tempo urge e não vejo que se esteja a fazer algo pelo esclarecimento dos cidadãos. Continuamos todos a assobiar para o lado e a chutar para a frente a responsabilidade de nos tornarmos verdadeiros cidadãos europeus. Continuamos, alegremente, a acreditar que a questão da cidadania europeia é algo longínquo que só as próximas gerações irão sentir. O que é facto é que pertence ao eleitorado de hoje tomar as decisões. Se somos nós quem tem que aceitar ou não este caminho temos que ser nós os mais esclarecidos para podermos optar em consciência.
Para a letargia em que nos encontramos consigo encontrar vários culpados: os partidos políticos que pouca atenção dedicam à Europa e que até utilizam as eleições para o Parlamento Europeu para o combate político interno; os sucessivos Governos que não ousaram formar cidadãos europeus, quer ao nível da escolaridade obrigatória, quer ao nível da formação para adultos; as próprias instituições europeias que não têm sabido aproximar o processo democrático europeu dos seus cidadãos.
E ainda mais grave, sabendo que a União Europeia tem por base a aproximação entre os Povos valorizando as diferenças culturais, por que não se reforçam os direitos democráticos dos cidadãos comunitários que vivem fora do seu país de origem? Fará sentido que um português a viver em França ou na Bélgica há 15 ou 20 anos não possa escolher o Governo que todos os dias lhe "vai ao bolso"? O critério definidor dos direitos democráticos dos cidadãos europeus deve ser, cada vez mais, o da sua residência estável e menos o da sua nacionalidade de origem.
Para que isso aconteça, terá a Europa que, mais uma vez, superar-se e dar uma prova ao Mundo da sua grandiosidade moral. Há que ultrapassar preconceitos, derrubar barreiras e, de forma consciente, caminhar para uma União de Povos.
2. O já comprovado envenenamento por dioxinas de Victor Iuschenko, candidato da oposição à presidência ucraniana, e as fraudes que adiaram a sua provável eleição são factos que nos devem preocupar. O acto que o desfigurou foi, alegadamente, praticado pelos serviços secretos ucranianos. Na base de tudo, poderá estar a inclinação pró-europeia de Iuschenko em detrimento da relação com a Rússia. Preocupantes são ainda as reacções por parte do Kremlin e da Casa Branca. Bush e Putin, num discurso que parecia consertado, desvalorizaram as flagrantes fraudes eleitorais numa atitude conivente com o autoritarismo que ainda se vive na Ucrânia.A bem da democracia e da liberdade, nesta repetição da segunda volta, que ganhe Iuschenko, certamente o mais votado.
Agora, Universais...
Mas, que dizer agora? O Porto é a melhor equipa portuguesa de sempre. A Maior. Com um palmarés destes, quem se atreve a contradizê-lo?
Só sete equipas europeias bisaram nesta competição que apura o melhor do mundo. A sétima foi precisamente o FC Porto. Esta vitória teve, aliás, o condão de desempatar a Europa e a América do Sul em vitórias da Taça Intercontinental. Nesta última edição, ficou 13 para a Europa e 12 para os sul-americanos.
Com a passagem aos oitavos de final da liga dos Campeões e mais um título no papo, deixam de haver dúvidas. O Porto é mesmo quem mais dignifica o futebol português fora de portas.
O que ando a ler V
(É possível que o meu pai também ande por aí. Às vezes sinto-o dentro de mim, ele apodera-se dos meus próprios gestos, entra no meu andar, não é a primeira vez que a minha irmã me diz: "Pareces o pai".
Mas não sei se ela sabe que a cadeira vazia do pai não está vazia, há nela uma ausência sentada e agora, sempre que vamos a Águeda, há, a seus pés, outra ausência enroscada.)
sexta-feira, dezembro 03, 2004
Orçamento de Estado
Esta situação é reveladora da falta de cálculo que esteve na base da decisão de Jorge Sampaio. O problema é que vamos ser todos a pagar a factura deste "andar a brincar aos políticos".
O que ando a ler IV
Não é possível amar e separar-se. Desejará que assim seja. Pode transmudar o amor, ignorá-lo, confundi-lo, mas nunca poderá arrancá-lo de si. Sei por experiência que os poetas têm razão: o amor é eterno.
quarta-feira, dezembro 01, 2004
Dissolução agora?
Jorge Sampaio vem agora dissolver o Parlamento. Sr. Presidente, por que não o fez há 4 meses atrás? Não precisa de responder que eu sei bem a resposta: é que há 4 meses era secretário-geral do PS o Eng. Ferro Rodrigues. Neste momento as coisas no partido estão estáveis, com um líder respeitado e com aspirações e que dá garantias de ser um bom candidato. Ou seja, Jorge Sampaio alinhou num inacreditável frete ao seu partido e vai agora tudo fazer para lhes dar o poder.
Porquê dissolver? Por causa da estabilidade? Meu caro senhor, onde estava a sua preocupação com a estabilidade aquando das demissões dos ministros do Governo de Guterres? Onde estava o Dr. Sampaio quando Sousa Franco acusou o Governo a que havia pertencido de ser o pior desde o tempo de D. Maria II? Onde estava aquando das declarações de Manuel Maria Carrilho, e de Fernando Gomes, e de João Cravinho, e de Narciso Miranda…?
Coerência é precisa para o Dr. Sampaio. Da mesma forma que o elogiei há 4 meses por seguir a mesma orientação que utilizou ante o Eng. Guterres, agora o critico.
A decisão do Presidente da República é inaceitável.
Depois de um interregno
Volto ao Globalizante após um interregno mais longo do que o previsto.
Estive a ampliar os meus horizontes no Leste da Europa o que me dificultou a afixação de posts.
De regresso a Portugal e à vida real, algo mudou. Comento no post acima.
sexta-feira, novembro 12, 2004
Uma Janela Aberta
Antes da sua morte, viveu-se uma semana completamente disparatada no que toca ao tratamento que a comunicação social deu ao seu estado de saúde, enquanto agoniava no Hospital Militar de Percy, Paris. Adiantaram várias vezes, de forma precipitada, a sua morte chegando mesmo a provocar a primeira gaffe deste mandato do Presidente Norte-americano que, antes uma semana de Arafat morrer já lhe estava a "encomendar a alma".
O director-adjunto do JN, em declarações à televisão, vinha justificando as notícias macabramente contraditórias alegando que choviam telexes e telegramas nas redacções, muitas vezes de palestinianos desconhecidos, relatando, uns que havia morrido, outros que ia sobrevivendo. Pergunto eu: não será dever maior do jornalista ou do editor filtrar a informação e escolher as fontes dos seus textos com critério?
Opinar sobre como vai ser depois da morte de alguém soa sempre a trágico, quase a desrespeito pela alma do falecido. Ainda assim, penso que é quase inevitável que isso aconteça neste caso. O líder palestiniano congregava uma enorme panóplia de ódios e fascínios perfeitamente antagónicos que desaparecerão com ele.
A Palestina vê agora abrir-se uma nova oportunidade. Durante anos a fio, os israelitas negaram-se a negociar a criação de um Estado Palestiniano alegando a inexistência de um interlocutor à altura – os israelitas, pura e simplesmente, não confiavam em Yasser Arafat. É claro que este lhes dava motivos: o facto de ter feito tábua rasa de vários acordos de paz, de utilizar as conferências de imprensa para, em inglês, apelar à paz (para comunicação social internacional ver) e, logo a seguir, em árabe, instigar os seus seguidores à violência, constituem razões para causar desconfianças junto dos israelitas.
Estes dias vão ser cruciais para o futuro no Médio Oriente e em todo o mundo árabe. Havendo cuidado na escolha do sucessor para presidir à Autoridade Palestiniana, poder-se-á estar a proporcionar a paz israelo-árabe. E esta tão ansiada paz terá que passar, como é lógico, pela criação e reconhecimento do Estado da Palestina. Isto mesmo já veio dizer George W. Bush que será, sem dúvida, um intermediário fundamental neste processo.
Preocupantes são os sinais já dados pelos membros das Brigadas al-Aqsa. Esses comandos suicidas reagiram à morte de Arafat passeando-se por entre as ruas apinhadas de gente que lamentava a morte do seu líder num claro sinal de ameaça, chegando mesmo a disparar alguns tiros para o ar. Irão eles redobrar a violência?
Neste período, será preciso agir com pinças. De um lado e de outro, haverá radicais que tudo farão para impedir que a paz seja alcançada. Mas também é nestas épocas e perante desafios assim que se revelam os grandes homens, os grandes estadistas.Estou céptico quanto ao que fará Ariel Sharon – a sua figura não me inspira confiança. E nem sequer sei, ainda, quem será o sucessor de Arafat. Tenho é uma grande fé no papel crucial que a diplomacia mundial terá. Os EUA, a União Europeia e a Liga Árabe terão que ser firmes: como em qualquer outra negociação, ambas as partes devem ceder. É preciso convencer israelitas e palestinianos a tal. Para seu próprio bem.
quarta-feira, novembro 10, 2004
Arafat vive?
A Continuação das Tropas
O que é facto é que Portugal tem o dever de contribuir para o alcançar da paz social no Iraque. Como país civilizado que somos não podemos fingir que não ouvimos o apelo do Primeiro-Ministro iraquiano e de parte da comunidade internacional.
A continuação da GNR naquele país é importante para o seu futuro democrático. Então, que lá continuem a combater a minoria terrorista que vem assassinando centenas de civis e militares com o único intuito de impedirem a transição do Iraque para o país democrático que deve ser.
quinta-feira, novembro 04, 2004
Arafat, o fim?
W. Bush again
Quanto a mim a questão é simples: John Kerry nunca conseguiu afirmar-se como alternativa válida a Bush. Porque votou a favor da intervenção no Iraque, viu-se amarrado nessa matéria e nunca conseguiu explorar de forma efectiva as suas diferenças em relação ao candidato republicano. Desta vez, Bush até conseguiu a maioria do voto popular (por uma margem de 3.5 milhões de votos) o que não levanta dúvidas. E com este resultado há toda uma facção de jornalistas e opinion makers que terão que guardar as respectivas violas. E refiro-me àqueles que, em relação aos debates entre os candidatos, não se coibiam de afirmar sempre que Kerry era o claro vencedor quando, na realidade, não o era. A resposta final, e a única válida, foi dada pelos americanos na passada Terça. Para o bem e para o mal, teremos Bush por mais quatro anos.
O que ando a ler III
Era agradável também abrir as janelas de par em par, apertando os dedos em fixações pouco habituais, debruçando-se ao sol com belas colinas e árvores e igrejas de mármore em frente e, em baixo, o Arno, gorgolejando contra o muro da estrada.
segunda-feira, outubro 25, 2004
Baixa de IRS
sexta-feira, outubro 22, 2004
A Estudantada no seu Pior
O que se passou nos últimos dias em Coimbra envergonha qualquer estudante, qualquer jovem. Todos temos o direito à indignação, todos temos o direito à manifestação e à expressão da nossa opinião. Mas, num estado democrático (tantas vezes erradamente invocado pelo chefe da trupe violenta) não podemos permitir que um conjunto de pessoas, pela violência, impeça o regular funcionamento das instituições. Vi as imagens onde os estudantes tentavam invadir o Senado e vi as imagens onde as forças de segurança o impediam, e bem. As bastonadas e os gases lançados chegaram a ser brandos face à insistência de meia dúzia em agredir os elementos das forças policiais. É claro que a comunicação social empolou o caso transformando até um agressor, o tal estudante que foi preso, em herói nacional com direito a primeiras páginas e a enormes aplausos na hora em que foi liberto.
Enfim, para compor o ramalhete deste país de brandos costumes, não faltou um chefe de sindicato da polícia vir reclamar que tudo se teria evitado caso "os políticos resolvessem os problemas que criam". Pois está certo, mas será que esse chefe já se deu conta de que, a seguir a sua filosofia, e em situação limite, não serão precisos polícias? Pelo menos como ele…
O que ando a ler II
segunda-feira, outubro 18, 2004
Orçamento de Estado e os sempre insatisfeitos
Diminuição de impostos, aumento de salários e cumprimento do défice. A ver vamos se o preço do crude não baralha as contas ao Governo.
A propósito, o Presidente da República veio admitir que, em termos de vigilância ao Governo e em matéria de dissolução da Assembleia, não há, agora, um caso especial; este Governo estará em pé de igualdade com os que lhe antecederam aos olhos de Sampaio. Aos olhos de Sócrates, e ao que transparece da sua irritação, as coisas não são bem assim. Pois é mais um capítulo na saga amor/ódio entre o PS e Sampaio. Continuo a achar que o Presidente da República tem levado a melhor.
A Vitória da Moral e do Talento
O Porto ganhou, e isso é o que realmente importa. Agora, não podem passar em claro todas as questões marginais perpetradas pelos dirigentes benfiquistas que revelaram ser pessoas completamente desequilibradas e inaptas para os cargos que ocupam. A polémica dos bilhetes, abstive-me de a comentar aqui até agora. O Porto tinha que solicitar os ingressos até 11 dias antes do jogo. Não o fez porque nenhum clube o faz, funcionando as regras tacitamente aceites e praticadas por todos. O Benfica recusou-se a enviar qualquer bilhete. Estamos perante gentalha tão reles cujo caso se torna ainda mais grave se nos lembrarmos que o Porto aceitou mudar a data da Supertaça (de boa memória) para que o Benfica melhor pudesse preparar a sua fugaz estadia na Liga dos Campeões.
Quanto ao jogo de hoje, apenas posso dizer que ganhou a melhor equipa – a mais esforçada e a mais competente. Na primeira parte, O porto jogou para marcar, na segunda, para controlar. Os casos de arbitragem resumem-se a isto: uma bola duvidosa em cima da linha de golo portista e dois penaltys que, bem, não foram assinalados; há o caso da expulsão de Pepe que não percebo como é que acontece – a única coisa que vi foi a agressão do Nuno Gomes. Este belo rapaz ainda foi protagonizar aquela triste figura à sala de imprensa. A sua estupidez é tanta que se permitiu amuar porque Pinto da Costa ia falar no momento em que lhe iria ser atribuído um prémiozeco – seria o prémio Fair Play? Isto, mesmo depois de Pinto da Costa se lhe dirigir e afirmar que só falava depois da grandiosa cerimónia de entrega do galardão.
sábado, outubro 16, 2004
1.º Prémio
Com esta fotografia ganhei o primeiro prémio do Concurso de Fotografia da JSD Sobrado. Trata-se de uma ponte e represa sobre o Rio Ferreira em Sobrado, Valongo. O júri foi bastante amável e, como se não bastasse, ainda atribuiu o terceiro prémio a fotografia que vem abaixo, também retratando o Rio Ferreira.
terça-feira, outubro 12, 2004
O que ando a ler
"Elas tinham uma vantagem sobre nós: planeavam muito melhor a sua vida, eram muito mais organizadas. Enquanto os homens viam os jogos de futebol, bebiam uma cerveja ou jogavam bowling, elas, as mulheres, pensavam em nós, concentravam-se, perscrutavam, decidiam – aceitar-nos, rejeitar-nos, mudar-nos, matar-nos ou simplesmente viverem connosco. No fim de contas, isto tinha pouca importância; não interessava o que elas faziam, nós acabávamos na solidão e na loucura."
segunda-feira, outubro 11, 2004
A Comunicação
domingo, outubro 10, 2004
A Grande Odisseia
O Debate
Ontem, fui daqueles que perdeu umas horas de sono para ver o debate entres estes dois senhores em directo, desde o Missouri. Parece que as horas de sono foram mesmo perdidas. Na análise que fui fazendo, parece-me que Bush esteve bem melhor que no passado debate e chegou a haver momentos em que ultrapassou mesmo o melhor Kerry. Ainda assim, dava um empate ao confronto de ontem. Hoje, nas notícias portuguesas todas as análises davam a vitória a Kery. Terei eu visto bem as indecisões de Kerry quanto à política externa ou estava já a dormir?
De qualquer forma, Bush revela-se bem melhor a debater do que aquilo que dele fazem crer. Mesmo defendendo coisas pouco defensáveis, ele lá se vai safando. E, ao que parece, ganhando alguns pontos rumo à vitória. Falta é saber quem e quantos estão a perder.
quarta-feira, outubro 06, 2004
Saneado?
Parece que o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa se demitiu da TVI após uma conversa com o Presidente da estação, Miguel Paes do Amaral. O facto tem origem nas análises que Marcelo vinha fazendo ao trablho do actual governo e à resposta que lhe foi dada por Rui Gomes da Silva, Ministro dos Assuntos Parlamentares que chegou mesmo a invocar a intervenção da Alta Autoridade para a Comunicação Social.
É um facto que toda a gente gosta de ouvir o Professor. É um facto que ele até tenta ser o mais imparcial possível. É um facto que ele só tem que prestar contas à TVI, que é privada e está fora da alçada do Governo. Mas, também é um facto que Marcelo vinha utilizando os seus comentários, desde há umas semanas, única e exclusivamente para exalar o seu ódio visceral por Santana Lopes.
Não sei o que lhe terá dito Paes do Amaral. Imagino que tenha feito uma tentativa de que Marcelo moderasse os seus ataques ao Governo. Pelos vistos, não faria sentido que, dessa forma, continuassem as prédicas dominicais. Ficam os serões de Domingo menos divertidos.
De qualquer forma, fico à espera das declarações de Marcelo Rebelo de Sousa. Só ele poderá esclarecer eventuais tentativas censórias que, sinceramente, não acredito terem existido.
Avelino
Até à sua entrada efectiva, sempre pensei que ele fosse para o programa mas na sua condição de animal. Afinal não. Ele vai mesmo como participante.
E, em abono da verdade, diga-se que a "acefalia" de que padece não destoa nada da dos restantes participantes. Creio mesmo que, caso Avelino fosse participar na qualidade de animal, haveria bronca na quinta. Estão a imaginar o burro ou a vaca a aceitarem-no como seu semelhante?
Celsius ou Fahrenheit?
Ray Bradbury escreveu em 1953 um dos seus livros mais marcantes. Intitula-se Fahrenheit 451 que é, segundo o autor, a temperatura a que esse mesmo livro se incendiaria.
Nas altas temperaturas da política à americana, foi Michael Moore buscar inspiração a Bradbury para realizar o seu último filme a que deu o nome Fahrenheit 9/11 – que segundo o realizador é a temperatura a que arde a liberdade. Em resposta, um grupo de cineastas também americanos fizeram um outro filme, Celsius 41,11, argumentando ser essa a temperatura a que o cérebro de Michael Moore derrete.
Mas, vejamos: destas três manifestações artísticas, ou não, só não vi o Celsius 41,11. O livro de Ray Bradbury constitui-se, sob a capa de um "longínquo futurismo" como uma crítica mordaz e inteligente a alguns ditames da sociedade dos anos 50 - e, diga-se, continua perfeitamente actual. O filme de Michael Moore é um folhetim de campanha anti-Bush. O próprio realizador, que cobra cerca de 30.000 euros (à volta de 6000 contos) por discurso na sua tournée anti republicana pelos EUA, assume que o denominado documentário é um instrumento de campanha em favor do candidato democrata às eleições presidenciais norte-americanas a realizar a 2 de Novembro próximo. É claro que esta assumpção por parte de Moore passou completamente ao lado dos fazedores de opinião e dos cinéfilos (até ganhou a Palma de Ouro em Cannes).
Analisando Fahrenheit 9/11, podemos, desde logo, questionar a sua qualidade de documentário. Em minha opinião, não o é por não ser sério, por não ser objectivo, por não ser fiel à realidade. Também não é estritamente ficcional. É uma espécie de filme de regime, mas ao contrário. Aqui, em vez de se exaltar a situação, tenta-se denegri-la com estranhíssimas e demasiado forçadas teorias da conspiração, fruto de uma imaginação tão fértil quanto doentia.
O filme tenta retratar o mandato de George W. Bush enquanto Presidente dos EUA e começa logo com uma pérola: assume-se que um director de informação de um canal televisivo, primo de Bush, ao reproduzir uma sondagem favorável ao primo no decisivo estado da Florida, lhe deu também a vitória eleitoral - brilhante, não é?
Todos nos lembramos que Bush, em absoluto, foi menos votado que Al Gore. No entanto, essa é uma situação de debilidade no sistema democrático norte-americano há muito prevista e que, em caso limite, continua a poder acontecer, não retirando legitimidade ao vencedor.
Avançando no filme, chega-se ao 11 de Setembro e às intervenções militares no Afeganistão e no Iraque. É aqui que "percebemos" como tudo aconteceu. Afinal, a família Bush, com fortes ligações aos familiares de Osama Bin Laden, através de um esquema delirante, consegue obter largos dividendos financeiros (?!) com o colapso das torres.
A segunda metade do filme, é um constante discorrer do pior populismo. Primeiro, é ridicularizada uma mãe que, tendo dois filhos a combater no Iraque, sente-se tão orgulhosa que todos os dias coloca, de forma simbólica, uma bandeira americana no jardim da sua casa. Michael Moore, assume a dita entrevista e presta-se a um execrável papel, riquíssimo no desprezo pelos legítimos sentimentos de uma mãe. A seguir, o mesmíssimo Moore, à boa maneira de Manuela Moura Guedes, explora até à exaustão o terrível drama de um casal que perdeu um filho, abatido quando sobrevoava de helicóptero uma qualquer cidade iraquiana.
Enfim, todo o filme é um exemplo de primarismo populista destinado a um público ávido de argumentos fáceis que são, na maior parte dos casos, bastante discutíveis.Para que fique claro, não devo, não posso, não sou fã da generalidade das políticas do executivo Bush, Tão-pouco alinho nos tiques imperialistas que emanam da Casa Branca. Pura e simplesmente, o teor deste texto não trata de avaliar o desempenho do actual Presidente americano. Outrossim, de desmistificar aquilo que, em Portugal, foi e continua a ser apresentado como um notável documentário, quando, na verdade, não passa de um tempo de antena elevado à categoria de longa metragem e com publicidade gratuita e abundante em tudo quanto é órgão de comunicação social.
segunda-feira, outubro 04, 2004
A Jornada
Falta ainda jogar o Sporting para se perceber o filme completo desta jornada. No entanto, não podem passar em claro as vitórias do Porto, em casa por 3-0 ao Belenenses, e do Benfica, em Guimarães por 1-2. No caso dos dragões, a vitória não merece contestação. A expulsão precoce de um jogador da equipa de Belém deitou por terra a estratégia do clube e permitiu que o FC Porto dominasse o jogo a seu bel-prazer. Já no caso do Benfica, não fossem os dois tremendos frangos de Palatsi, e a histõria do jogo teria sido diferente. Durante o jogo, até me interroguei: será este o mesmo Palatsi que defendeu tudo o que havia para defender há uma semana atrás frente ao Porto? Mais parecia o seu irmão gémeo - frangueiro até não poder mais.
Ainda no jogo de Guimarães, há que ressalvar o belo gesto de todos os jogadores que recordaram Fehér, falecido em Janeiro naquele estádio.
Daqui a 15 dias, o Porto desloca-se à Luz com 4 pontos de atraso face ao Benfica. Poderá vir com 7, mas também é possível que venha a apenas 1. A ver vamos.
domingo, outubro 03, 2004
Novo ano, Cara nova
1º Aniversário
O Globalizante comemora hoje o seu primeiro ano de existência. O que começou como uma brincadeira munha continua a ser uma brincadeira minha. Contudo, e ao longo dos tempos, fui tentando melhorar tanto o aspecto visual como o funcional do blog. Aos leitores do Globalizante, um imenso obrigado pela paciência e pela amabilidade dos cliks. E aqui fica a promessa de eu continuar a fazer do blog, tão só e apenas, uma brincadeira minha.
sábado, outubro 02, 2004
Culpa Própria
quarta-feira, setembro 29, 2004
Antes do Previsto
Chelsea FC
O jogo não vai ser fácil. Mas, e como bem lembrou Pinto da Costa, o Porto é que é o campeão da Europa. Como tal, é desígnio da equipa trazer de Londres um resultado positivo. Mourinho, o grande treinador, que nos perdoe. E que ponha de parte os seus alegados affaires e vinganças. Amanhã o que se decide é apenas um importante jogo da Liga dos Campeões. E mais uns milhares...
segunda-feira, setembro 27, 2004
Alguma Justiça
A presente jornada da Superliga veio trazer alguma justiça à tabela classificativa. O Porto lá quebrou o enguiço e conseguiu ganhar; o Sporting provou que não é equipa para ser campeã; e o Benfica deu uma demonstração do seu real valor, que é pequeno. Neste caso, e não fora o Braga ter perdido toda a garra que havia demonstrado frente ao Porto, e o Benfica sairia derrotado sem apelo nem agravo.Já agora, e ainda relativo ao jogo do benfica, não sei se mais alguém reparou no que acho ser sintomático da conjuntura dos actuais árbitros. Há um golo (limpo) anulado ao João Tomás em que este vê amarelo (e bem) por ter rematado depois do apito. No lance imediato, há uma falta sobre o jogador do Braga que o árbitro assinala e, já bem depois do apito, o Petit, esse bronco-futebolista, atira a bola para a bancada perante a completa passividade do árbitro. Confesso que, na alteura, fiquei baralhado. É que, das duas uma: ou sou eu ou é o árbitro que é esquizofrénico. E tenho impressão que não sou eu...
quarta-feira, setembro 22, 2004
Inacreditável
Esta tragicomédia que se desenrolou nos últimos dias, ou semanas, em volta da colocação dos professores não tem paralelo. Não fosse o drama que isto confere à vida de tantos milhares de pessoas e seria considerado como a anedota do ano.
Afinal, que raio de sistema informático é esse? Obrigar a fazer a colocação manual? Não posso compreender esta história de ficar o mundo da educação refém de um reles sistema informático. Vamos a ver se agora é mesmo até dia 30...
segunda-feira, setembro 13, 2004
Agora a Coreia
SCUT - o fim da injustiça
Ora, não sou tão obtuso que não perceba que todos beneficiamos quando transportes de mercadorias ou turistas circulam pelas nossas estradas. Mas, terei eu que custear exactamente na mesma medida que os beneficiários directos do serviço? Penso que não.
O primeiro-ministro está a actuar nessa área e promete que vai acabar pelo menos com algumas das actuais SCUT. Quanto a mim, entendo que será uma medida de justiça social.
Jornada aziaga
Enfim, vamos todos pensar que estas tristes cenas são apenas fruto do início de época. E, em vez de repararmos no resto, vamos todos visionar, vezes sem conta, o golão do Maniche.
segunda-feira, setembro 06, 2004
Aborto ao Largo
É claro que os órgãos de comunicação social viram nisto uma excelente oportunidade para vender papel e para ocupar espaço de telejornal. Deu-se tempo de antena privilegiado a tudo quanto eram activistas pró-aborto e fez-se crer que os nossos governantes eram obtusos defensores do conservadorismo bolorento.
Pois bem, será algum crime afirmar a soberania do nosso país face a entidades que pedem para cá vir com o único propósito de afrontar o nosso complexo legal aprovado pela Assembleia da República e legitimado em referendo? Não teremos nós o direito de negar que venham a território português angariar "clientes" para práticas que nós consideramos crime? Não teremos legitimidade para desconfiar de quem diz, no já referido site, que "Portugal é um país retrógrado que persegue e castiga severamente as mulheres que abortam"?
Por mim, não tenho quaisquer dúvidas de que quem decidiu, o fez depressa e bem. Nem sequer está em causa a minha posição sobre o aborto - não concordo que se criminalizem as mulheres que abortem, mas também não aceito que se utilize a Interrupção Voluntária da Gravidez como meio contraceptivo.
O barco veio para dar a tomar pílulas abortivas. E sendo assim, até encerra uma contradição em si. A organização defende que se deve legalizar o aborto para que as mulheres o façam com higiene e cuidados de saúde apropriados. E agora pergunto, que cuidados de saúde iria ter uma mulher que se deslocasse a alto mar para abortar? Ao que se sabe, teria que se deslocar a bordo do Borndiep, pelo menos, 2 vezes fazendo 4 penosas viagens. E se algo corresse mal? A quanto minutos, ou horas, ficaria o hospital mais próximo?
É claro que argumentam que a vinda do barco não serve só para promover a prática do aborto, mas antes e em primeiro lugar para fomentar a discussão pública sobre o tema. Pergunto eu: quem já se sentiu, no nosso país, diminuído na capacidade de promover e debater sobre este ou qualquer outro tema de interesse nacional? Ou seja, eles vieram de barco porque só assim poderiam alcançar a faculdade de, em águas internacionais, se vincularem à lei vigente no país do pavilhão do barco, neste caso, a Holanda.
Um outro aspecto a registar é o aproveitamento, nuns casos mais sério do que noutros, que os partidos políticos da oposição tentaram fazer da situação. Chegaram mesmo ao ponto de pagar €750 (cerca de 150 contos) por pessoa para visitarem o famoso barco. É claro que, ao pagarem também a viagem aos tão neutros jornalistas, sempre aproveitavam para fazer conferências de imprensa onde proclamavam a necessidade de se avançar para as vias judiciais no sentido de contrariar a decisão do governo. Muito eu gostaria de ver as respectivas caras ao saberem da declaração do Ministro dos Negócios Estrangeiros holandês que declarava como legal e normal que Portugal não deixasse entrar o barco.Enfim, a montanha terá parido (porque o não abortou) um rato.
sexta-feira, setembro 03, 2004
Inacreditável
quarta-feira, setembro 01, 2004
O Craque


























